NOME

ORLANDO de Carvalho RAMIN

NATURALIDADE

Lisboa

DATA DE NASCIMENTO

10-06-1933

POSIÇÃO

Guarda-Redes

COMO JOGADOR

Sporting - camadas jovens
(49/50 e 50/51)

Sporting - Reservas
(51/52 e 52/53)
Sporting (53/54)
Académica de Coimbra (54/55)
Académica de Coimbra (55/56)

Académica de Coimbra (56/57)

Belenenses (57/58)

Atlético (58/59)
Atlético (59/60)

Feirense (60/61)

Vit. Guimarães (61/62)
inactivo?  (62/63)
União de Lamas? (63/64)

União de Lamas? (64/65)

inactivo?  (65/66)
Atlético (66/67)

COMO TREINADOR

Portimonense (67/68) - II
Sintrense (68/69) - II
Tirsense (69/70) - II

Tirsense (70/71) - I
* - até à 21.ª jornada

Olhanense (71/72) - II

Beira Mar (72/73) - I
* - até à 12.ª jornada
inactivo
(73/74 a 75/76)
Esp. Lagos (76/77) - II
* - a partir de Fevereiro
Esp. Lagos (77/78) - III
Rec. Águeda (78/79) - II
* - até Fevereiro
Tirsense (79/80) - III
Est. Portalegre (80/81) - II
Lusitânia Açores (81/82) - II
inactivo (82/83)
Portosantense (83/84) - Reg.
Desp. S. Vicente (84/85) - Reg.
Trofense (85/86) - III
Portosantense (86/87) - Reg.
Portosantense (87/88) - Reg.
(...)
CF União da Madeira
* - camadas jovens
(99/00 e 00/01)
(...)
 
DADOS DA CARREIRA COMO JOGADOR E TÉCNICO
FORNECIDOS PELO BLOG "ARQUIVO C.F.E.L."
 
Antigo guardião formado no Sporting, passou também por Coimbra, Guimarães, Restelo e Tapadinha. Como técnico o seu primeiro clube foi o nosso vizinho Portimonense, e o maior feito da sua carreira foi a subida à 1.ª Divisão do Tirsense, em 1969/70, sagrando-se campeão nacional do segundo escalão. Dois anos depois passou pelo nosso clube, onde venceu a Taça de Honra e fez uma época tranquila na Zona Sul do 2.ª Divisão, com a equipa a classificar-se exactamente a meio da tabela (oitavo em dezasseis participantes). Na época seguinte começou a época no primodivisionário Beira Mar, mas ficou apenas até à 12.ª jornada.

Anos mais tarde regressou ao Algarve para orientar o Esperança de Lagos, e foi através do blog "ARQUIVO C.F.E.L.", que conseguimos os dados completos da sua carreira de jogador e técnico. Mais abaixo nesta página, transcrevemos também uma entrevista dada em Desembrod e 2008 a um blog açoreano (onde também trabalhou).

Ainda sobre a sua passagem por Olhão, Ramin treinou uma equipa onde um então jovem Manuel Cajuda dava os primeiros passos como jogador. Cajuda tornou-se, mais tarde, também ele num conceituado técnico e numa das suas entrevistas, contou a seguinte história: «Há trinta anos tive um treinador muito evoluído. Nessa altura ele, Orlando Ramin, levava um mini-gravador, no bolso. Em vez de escrever ele ditava para o gravador o que lhe entendia para depois fazer o apanhado daquilo que lhe interessava. Os pescadores olhavam e diziam: mom que é isto, home? O homem em vez de vir para aqui ver o jogo, traz o rádio para ouvir o relato!»
 
 
A revista "ÍDOLOS DO DESPORTO" dedicada a Orlando Ramin,
enquanto jogador, quando defendia a baliza da Académica de Coimbra
A equipa do nosso clube que venceu a final da Taça de Honra
Orlando Ramin é o primeiro em cima, à esquerda
 
Entrevista ao Blog "O REMATE"
(Dezembro de 2008)
 

Com um percurso deveras interessante pelo futebol português, como jogador profissional e depois como treinador, Orlando Ramin, natural de Lisboa, recorda com saudade o Atlético Clube de Portugal, clube de seus pais, e onde começou a aprender a jogar, a outra grande recordação é sem dúvida a Associaão Académica de Coimbra, clube aonde despontou para o futebol, a modalidade que mais gosta, e por isso sem dúvida, a equipa do seu coração.
No futebol fez grandes amizades foi um brioso profissional nas duas facetas que assumiu, do muito que fez pelo futebol das emoções entende que mais pode fazer pela modalidade, mas se for algo que engrandeça o desporto-rei a levar a sério, como sempre o fez, podem contar com ele.

Antes de colocarmos algumas preguntas desde já agradecemos ao treinador Orlando Ramin a entrevista que nos concedeu.

O REMATE – Sabemos que começou a sua carreira como guarda- redes profissional, para si qual foi a maior recordação como jogador de futebol ?

ORLANDO RAMIN - São três recordações. Jogava o Sporting Clube de Portugal no Estádio Nacional em virtude das obras no Estádio Alvalade. Era a primeira época que eu envergava a camisola da Associação Académica de Coimbra como titular, e coube -nos o previlégio de jogar lá, nessa altura o Sporting tinha como jogadores - Carlos Gomes, Pacheco, Barros, Albano, Vasques, Travassos, etc., e a Académica ganhou o jogo por 1 - 0 com golo de penalty em falta sobre o nosso Bentes que Torres nao perdoou. Pelas críticas da imprensa e pelas vozes das pessoas, acho que estive realmente muito bem! Depois em Coimbra jogamos com o Benfica para o Campeonato Nacional e nós tinhamos sempre perdido com o Benfica, naquele jogo ao intervalo estava zero zero veio o segundo tempo e o nosso jogador Faria fez ao Costa Pereira o golo da vitória que vingou de todas as derrotas anteriores. Vários anos depois, com o campeonato em andamento, sou convidado a ingressar no Clube Desportivo Feirense que disputava a segunda divisão, acedi e ainda bem porque nasceu uma amizade tão grande entre nós que ainda hoje, passados tantos anos, nos reunimos num almoço de confraternização a 1 de Dezembro. No último encontro da temporada no campo do Peniche (equipa forte do grupo dos grandes) no campeonato da segunda divisão, quanto ao Feirense numa posição bastante critica para fugir à despromoção teria de ganhar o que para a maioria das pessoas seria impossível. O jogo lá ia-se desenrolando com bola lá, bola cá, mais uma grande defesa de Ramin (é o que dizem ainda hoje ) até que a dez minutos do fim do jogo o Feirense fez 1 – 0, o Feirense ganhou e não desceu de divisão, foi um jogo com muita pressão ofensiva, um jogo inesquecível dado as suas características.

O REMATE- Como foi a sua passagem pela Académica de Coimbra, como guarda-redes profissional ?
ORLANDO RAMIN - Posso dizer sem qualquer ponta de receio que a minha passagem pela Académica de Coimbra foi das melhores coisas da minha vida. No campo desportivo foram 4 anos inesquecíveis dado que integrava o meu aparecimento no futebol e a minha entrada na Universidade de Medicina em que completei o 1º ano. Como guarda-redes foi a sucessão de muito trabalho compensado com 3 anos seguidos de grandes exibições, dizem.


O REMATE- O que nos pode dizer sobre o seu percurso como treinador profissional. Acha que algo mais podia fazer ?
ORLANDO RAMIN- Depois de ter frequentado o curso da Federação Portuguesa de futebol/ Sindicato de treinadores, com aprovação, tomo conta do Sporting Clube Portimonense (Algarve ), na segunda divisão e deixo-o na segunda divisão. Passo para o Clube Desportivo Sintrense (Sintra, Lisboa ) na mesma divisão e fica na segunda divisão, de seguida vou para o futebol Clube Tirsense ( Santo Tirso - Porto ), e ganhamos o Campeonato da segunda divisão - Zona Norte.
Como havia duas Zonas ( Norte e Sul ) , teria de ser realizado um encontro em campo neutro para apurar o Campeão Nacional da IIª divisão. O encontro foi realizado em Lisboa e nós vencemos por 2 - 0 o Sporting Clube Farense, e subimos à Primeira Divisão onde permaneci na época seguinte. Depois de mais algumas andanças vim com minha mulher e filho até à Madeira em férias para conhecer a terra dela. Fui logo convidado para ir para Ilha do Porto Santo leccionar Educação Física na Escola Secundária e tomar conta do Clube Desportivo Portosantense que militou na Divisão Regional. A 3 jornadas do fim já eramos campeões. Vim depois para a Madeira na época seguinte e treinei o Clube Desportivo e Recreativo São Vicente no Regional e fomos Campeões. Na época seguinte fui para o Continente treinar o Trofense, hoje na Primeira Divisão, e subimos à Segunda divisao. Regressei à Madeira para voltar ao Portosantense e fomos Campeões subindo agora à 3ª divisão.

O REMATE - Estou a lembrar -me foi na época de 1981/ 82 que esteve no Lusitânia, Orlando Ramin tinha uma excelente equipa e como melhor marcador da IIª Divisão, Hélio Pereira, foi para si uma surpresa.? Pensa que ele podia ter ido mais longe ?
ORLANDO RAMIN - Sinceramente foi. É que devido às suas excepcionais qualidades, as possibilidades da equipa que transitara do ano anterior encaminhavamos à porta para se pensar com segurança em voos bem altos. Posso garantir-lhe que com o andamento do Campeonato e com os resultados dos encontros disputados em casa, e sobretudo fora, a equipa vinha denotando imensas capacidades físicas ao desgaste das deslocações e jogos, a par da inegável capacidade técnica da maioria dos elementos.


Infelizmente o acidente que o Hélio sofreu no jogo disputado em Sines com o Vasco da Gama, fracturou a tíbia por incrível que pareca, fez ruir todo aquele castelo que despontava. Grande infelicidade para ele "Hélio ", para o Clube e para mim também.
A título de lembrança recordo-me da equipa que este excelente treinador Orlando Ramin possuía nessa época : Avelino, Teves, Couto, Adelino, Paulo Marcelino, Ricardo, João Amaro, Aristides, Carlos Alberto, Ericksson e Helio, e ainda contava com Dionísio, Álvaro, JóJó, José dos Reis e Ailton.

O REMATE- Sabemos que treinou o Lusitânia como foi a sua passagem por este clube ? Em sua opinião valeu a pena ?
ORLANDO RAMIN- Revejo-me na frase do " POETA quando diz . " Tudo vale a pena quando a alma não é pequena "
Para mim foi uma lição de vida tudo quanto aconteceu nessa maravilhosa aventura Açoriana ao serviço do " Lusitânia "
Senti que me enriqueci com o contacto com aqueles rapazes em que, ao fim e ao cabo se menos bons havia, esses foram sufocados pelos outros que foram excepcionais !

O REMATE - O tão falado Apito Dourado, foi para si uma surpresa ?
ORLANDO RAMIN - Surpresa só se for pelo todo o passado antes dos governantes, dirigentes e demais pessoas terem a coragem de levantar um pouco da vergonha que eles fizeram envolver o futebol Nacional sem qualquer respeito pelo sangue, suor e lágrimas vertido pelos atletas ! O apito dourado é apenas o podre que sai dum copo cheio! É a clara declaração pública da falta de coragem de se castigar quem deveria ser castigado !


O REMATE - Senhor Ramin, sabemos que vive na Ilha da Madeira, qual o envolvimento que tem hoje no futebol ?
ORLANDO RAMIN - Praticamente nenhum, excluindo os comentários a alguns jogos internacionais (campeonatos da europa e do mundo) e de algumas entrevistas radiofónicas sobre como sempre, versando o futebol.

O REMATE - Como deve imaginar, Cambridge é uma cidade Multicultural e por estas paragens o futebol domina várias etnias e como é a maior modalidade dos Portugueses, anualmente a equipas Lusas que estão inseridas em varias provas. Como encara a possiblidadede um dia vir treinar uma destas equipas desta cidade como até de Toronto, Canada ?
ORLANDO RAMIN - Antes demais deixe que lhe diga que me sentiria muito honrado se um tal convite me fosse dirigido. Primeiro porque gosto imenso de me sentir envolvido com assuntos do futebol, e depois por ser mais um elemento a tentar fazer buscar essa grande Nação à ribalta do futebol na companhia dos Estados Unidos e México.

O REMATE - Para terminar que mensagem nos deixa, aos adeptos de futebol e leitores do Remate ?
ORLANDO RAMIN - Para principiar gostaria de pedir aos leitores do "O Remate " que façam tudo para tornar cada vez maior o vosso Jornal porque é um elo de ligaçao enorme entre a Comunidade Portuguesa. Aos adeptos de futebol sejam eles dirigentes, atletas, ou simplesmente espectadores que procurem dar uma ajudinha na dinamização do futebol .
A modalidade não se desenvolve por si própria, não necessita da nossa critica, das nossas opiniões, mas sobretudo do nosso apoio, da nossa participação na construção dum futebol mais forte, mais bonito, melhor jogado.
Se assim acontecer creiam que será um regalo imenso para o corpo e para alma.
VIVA ao FUTEBOL !!!

Ao treinador Orlando Ramin o REMATE agradece a sua disponibilidade e desde já aqui deixamos votos do melhor sucesso na sua vida e já agora Boas Festas para si e Família.

DURVAL PEREIRA

 
     

 

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